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HISTÓRIA DO JIU-JITSU

Apesar das inúmeras versões contraditórias, atribui-se a origem do JIU-JITSU à Índia, berço de civilizações e de cultura inigualável.
Monges budistas de longínquos monastérios, obrigados a percorrer longas caminhadas em estradas infestadas de bandidos para propagarem sua fé, foram os verdadeiros criadores e disseminadores da maior ARTE DE DEFESA PESSOAL do mundo.

Ao norte da Índia, algumas milhas acima de Benares, há 2.500 anos, nascia o príncipe Sidartha Gauthama, conhecido como Saquia Muni (Príncipe Solitário) que mais tarde veio a ser conhecido como Buda - o Iluminado.

Com o nascimento do Budismo, surgiu também o JIU-JITSU em virtude da necessidade de defesa dos monges, os quais não podiam portar armas, atentatório ao moral de sua religião.

Dotados de grande saber e perfeito conhecimento do corpo humano, criaram eles o JIU-JITSU, que tem na defesa pessoal a sua principal essência, baseados em leis físicas, tais como equilíbrio, momento de força, alavanca, inércia, centro de gravidade, etc.

Ao emigrar para o Japão, o Jiu-Jitsu, que em japonês significa "Arte Suave" encontrou ali o seu habitat, transformando-se no esporte nacional por excelência.

O Jiu-Jitsu no Brasil

O Jiu-Jitsu chegou ao Brasil em meados da década de 20, trazido pelo campeão japonês Mitsuo Maeda Koma (o lendário Conde Koma). Como fruto que nascera desta admiração mútua entre Mestre e Discípulo, estava se iniciando a saga brasileira do Jiu-Jitsu, que aportou no Pará e conheceu o mestre Carlos Gracie, a quem ensinou o Jiu-Jitsu na condição de este ser mantido em segredo.

Carlos Gracie não só aprendeu a técnica, como ensinou a seus irmãos dos quais fazia parte Helio Gracie, o caçula da família, que veio a ser o grande gênio nessa arte, desenvolvendo a ponto de hoje ser considerada como a arte marcial mais completa e eficiente do mundo, e no exterior sendo conhecida como Brazilian Jiu-Jitsu.

As atribulações e alguns excessos cometidos durante a fase de implantação do esporte no país, nesta época foram considerados necessários e justificáveis, hoje são vistos como a pré-história de um Jiu-Jitsu que atualmente é tido como um esporte organizado.

Sem dúvida, o Jiu-Jitsu é o esporte individual que mais cresce no país, com quase 200.000 praticantes em 13.000 salas de ensino, considerando somente as grandes capitais - Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, Fortaleza, Recife e Brasília.

No último campeonato nacional, cerca de 2.000 atletas realizaram 1.700 lutas diante de um público rotativo de 12.000 pessoas.

O Brasil produz a cada ano diversos campeões mundiais em todas as suas categorias sendo notória a sua superioridade técnica.



Os benefícios do Jiu-Jitsu

De uns tempos para cá, proliferam academias das mais variadas lutas orientais como Judo, Karatê, Kung-fu, Taekwondo, Aikido, Boxe Tailandês, etc.

A verdade, porém é que a base de todas as lutas é o JIU-JITSU, que é composto de 113 estilos, dos quais somente 64 são conhecidos em nossos dias, podendo ser praticado em pé ou no chão e com qualquer tipo de vestuário.

Do Jiu-Jitsu por exemplo, nasceu o judô que nada mais é do que a parte de desequilíbrio do JIU-JITSU, ou do Karatê, Taekwondo e Kung-fu, que englobam os golpes traumáticos (ATEMI) e tambem o Aikido, que é parte das torções extraídas do JIU-JITSU.

O JIU-JITSU é um esporte intelectualizado e tendo em vista sua complexidade, seus movimentos obedecem a uma ordem crescente de controle e inteligência tendo seu aprendizado recomendado por médicos, pisicólogos e educadores, como integrante da educação, paleativo de tensões psíquicas e fator de desenvolvimento físico.

Seus movimentos regulam o controle motor, atuando como efeito de psicomotricidade, autoconfiança e total controle de si mesmo condicionando os reflexos, induzindo as decisões rápidas e seguras em situações caóticas e consequentemente desprovendo de complexos seus praticantes.

Tem por finalidade o desenvolvimento de todos os homens e visa, principalmente, a defesa do indivíduo sem a prática da violência.

Assim quem aprende JIU-JITSU, mesmo que fisicamente mais fraco, está em condições de se defender de qualquer agressão através de movimentos que têm por base o princípio da alavanca , sem precisar necessariamente de usar força ou violência.

Visa também, o desenvolvimento da personalidade do indivíduo, estimulando as qualidades positivas e intelectuais do praticante, pois não se trata de uma luta e sim de um SISTEMA DE DEFESA que exige, antes de mais nada, o uso da inteligência para consumação do golpe que se pretende aplicar.

Um praticante de JIU-JITSU desenvolve-se física e mentalmente.

Não pretende o JIU-JITSU criar valentões, mas evidentemente seus praticantes se tornam pessoas confiantes, eliminando do sub consciente o medo do golpe físico que todos naturalmente tem.

Fácil é verificar-se a utilidade do JIU-JITSU na educação, já que a criança e o jovem, vítimas maiores da insegurança e dos temores, bem depressa aprendem a ter confiança em si mesmos e passam a ter maior desenvolvimento nos estudos, nos esportes em geral e até mesmo no relacionamento familiar.

Isto é válido também para os adultos, pois a confiança em si próprio é a mola-mestra do sucesso em qualquer ramo da atividade humana, notadamente naqueles setores onde o indivíduo é mais exposto aos olhos e, consequentemente, à crítica dos que o rodeiam.

Pode-se concluir que o JIU-JITSU, na forma tradicional e como é ensinado, é um grande auxiliar da formação moral e intelectual de qualquer indivíduo.

Sua prática é recomendada à todos, pois os princípios de ordem moral e física que seu praticante adquire, trazem-lhe subsídios valiosos na formação de seu caráter e de sua personalidade.

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